Lula rebate críticas e fala da crise
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quarta-feira, 07 de setembro de 2005
Folhapress 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a abordar a crise política ontem durante pronunciamento de rádio e TV em rede nacional. Citando dados econômicos positivos, o presidente reafirmou que turbulências políticas não vão tirar o rumo de seu governo e que não permitirá que coloquem a economia do país em risco.
''Não podemos, de modo algum, é permitir que essa crise política seja manipulada por interesses menores e se alastre artificialmente, contaminando de modo abusivo e desnecessário a vida nacional. Por isso, faço questão de tranquilizar as pessoas de bem, e advertir aos mal intencionados, que as turbulências políticas não vão tirar o governo do seu rumo.''
Mais enfático do que em seu discurso anterior o de abertura da reunião ministerial no dia 12 de agosto , o presidente repetiu de forma mais articulada o que tem dito em seus discursos de improviso, argumentando que a crise política será vencida com a punição dos culpados.
''A crise política também será vencida, pelo Congresso, pelo governo e pelo povo brasileiro. Será vencida com a apuração cabal de todas as denúncias e com a punição rigorosa dos culpados. Nem eu nem vocês admitiremos qualquer contemporização, nenhum acordo subalterno. Doa a quem doer, sejam amigos ou adversários''.
O presidente mencionou ainda os trabalhos da Polícia Federal, da Receita Federal, da CGU (Corregedoria Geral da União) e das CPIs que estão em funcionamento no Congresso. ''O fundamental é que a verdade prevaleça e que não haja impunidade. Que as CPIs apurem, que a Polícia Federal investigue, que o Ministério Público denuncie, e que a justiça, soberana, julgue''.
No pronunciamento que durou seis minutos, Lula lembrou que antes de assumir a presidência da República o país atravessava uma profunda crise econômica e social. Citando dados sobre a geração de emprego nos seus 32 meses de governo, ele afirmou que o crescimento é para todos os brasileiros. Lula ainda prometeu que, este ano, o Brasil alcançará auto-suficiência na produção de petróleo.


