Brasília - Em sua primeira visita internacional deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende visitar no dia 15 o presidente de Cuba, Fidel Castro. Mas até ontem o Palácio do Planalto não havia obtido a confirmação do governo cubano sobre a possibilidade do encontro. Fidel está afastado do poder há um ano e meio por motivos de saúde e o local de sua internação é mantido em sigilo. Desde que transferiu o cargo provisoriamente para seu irmão Raúl Castro, Fidel já recebeu visitas de várias autoridades, como o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
''O presidente Lula tem a intenção de se encontrar com Fidel Castro, de quem é amigo pessoal, mas nós sempre dependemos da opinião dos médicos quanto ao melhor momento da visita'', afirmou o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach. ''Trata-se de uma questão que escapa da política'', completou o assessor de Relações Internacionais, Marco Aurélio Garcia.
Lula chegará a Havana na segunda-feira à noite, depois de uma parada na Guatemala, onde participará da solenidade de posse do presidente Álvaro Colón Caballeros. O Brasil assinará vários acordos com Cuba. O que mais chama a atenção trata de uma parceria entre a Petrobrás e o governo cubano para prospecção de petróleo.
Desde 2003, a Venezuela de Chávez fornece petróleo subsidiado a Cuba em troca de serviços médicos cubanos. Mesmo depois de seu afastamento, Fidel já fez várias críticas à política de biocombustíveis do governo Lula, sob o argumento de que o apoio ao etanol prejudica a produção de alimentos no mundo.
''O Brasil busca incrementar a exportação de alimentos para Cuba, que já apresenta números expressivos'', observou Baumbach. ''No que tange ao setor de energia, saliente-se que Cuba tem aumentado sua produção petrolífera e já extrai 60% do petróleo que utiliza. Nesse particular, existe campo fértil para parcerias com a Petrobrás e para a conclusão de um acordo de cooperação.''

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