Lula quer Brasil pensado até 2022
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sexta-feira, 30 de março de 2007
Angela Lacerda<BR>Agência Estado 
Recife e Olinda - O presidente Lula deu por concluída a reforma ministerial, no Recife. Ao comentar o novo formato do ministério, disse que alguns ministros saíram porque quiseram sair - caso de Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento Econômico - enquanto outros ele remanejou ''porque estava na hora''. ''Estamos construindo uma coalizão importante, que é um outro exemplo de consolidação de um novo tipo de fazer política no Brasil''.
''Estou convencido de que depois que aprovamos o PAC (Pacote de Aceleração de Crescimento), depois que apresentamos o programa de educação e agora que vamos apresentar políticas sociais e de segurança, vamos ter um conjunto de obras para serem cumpridas em quatro anos e que vai dar ao Brasil uma sustentabilidade que o País não tinha e que nunca foi pensada dessa forma''.
Sua orientação para o novo ministério é a de que todos terão de trabalhar em função desse programa. ''As obras já estão determinadas, sua importância já está detectada e se todo mundo cumprir o organograma, vamos concluir o mandato fazendo o que o Brasil precisa''.
Entusiasmado, o presidente disse querer pensar o Brasil de daqui a 15 anos, quando se completam 200 anos de independência. Isso seria feito através da Secretaria de Planejamento Estratégico. ''Precisamos definir agora o que queremos ter daqui a 15 anos, é um tempo bom de planejamento'', afirmou ele. ''Precisamos determinar quais obras serão importantes para o Brasil independentemente de quem for presidente da República''.
''O fato concreto é que tem obras, rodovias, portos, investimento em informática, são coisas que precisam ser projetadas para o longo prazo'', frisou, ao reafirmar a intenção de cumprir o compromisso assumido de chegar até 2010 com banda larga em todos os municípios. A meta é chegar ao final desse ano com banda larga em todas as escolas de ensino médio do País.
''Quando chegar às escolas públicas do ensino fundamental, o Brasil estará apto a ser um País desenvolvido'', anteviu Lula na única entrevista à imprensa concedida na sua terceira viagem a Pernambuco neste ano.


