O presidente de honra do PT e pré-candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em Belo Horizonte, num debate, ainda ter ''o sonho e a esperança'' de que, ''até março de 2002'', as oposições se reúnam em torno de um único nome para concorrer ao Palácio do Planalto.

Lula criticou aqueles que, apesar da aparente vantagem da oposição na corrida presidencial, desprezam a força do governo federal. ''Não sou daqueles que acham que o governo está morto'', afirmou o petista, líder das últimas pesquisas de intenções de votos e que participou de um debate com lideranças do partido sobre água e energia, na Zona Sul da capital. ''A situação é muito favorável para nós, mas não podemos ficar de salto alto'', acrescentou.

O presidenciável lembrou que a estratégia do governo federal tem sido a de tentar ''detonar'' as candidaturas de Itamar Franco, Ciro Gomes e Anthony Garotinho, com intuito de fazer com que o candidato do Palácio do Planalto chegue ao segundo turno, contra o próprio PT. Para contra-atacar, segundo ele, o ideal seria a união das oposições.

Para Lula, há dois cenários para as forças contrárias ao Planalto, em 2002. Um deles, preferido por Lula, consiste na realizacão de um ''acordo programático'' ainda no primeiro turno, que significaria o lançamento de um único candidato da centro-esquerda para disputar o Planalto com o indicado de FHC. ''Tenho o sonho e a esperança que isso aconteça'', disse. ''Faríamos mais de 60% dos votos''.

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