Lula: "Quem fizer bravata na rua, 'eu mato, pego', vai ser chamado à delegacia"
PF prendeu na semana passada fazendeiro em Santarém (PA) suspeito de afirmar que daria um tiro no presidente quando ele visitasse a cidade
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segunda-feira, 07 de agosto de 2023
PF prendeu na semana passada fazendeiro em Santarém (PA) suspeito de afirmar que daria um tiro no presidente quando ele visitasse a cidade
Manoel Cardoso e João Pedro Pitombo/Folhapress 
Santarém, PA, e Salvador, BA - Dias após ter sido ameaçado de morte por um fazendeiro em Santarém (PA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de um evento na cidade paraense nesta segunda-feira (7) e afirmou que quem fizer ameaças terá que se explicar à polícia.
"Eu fiquei sabendo que aqui nessa cidade teve um cara que foi preso porque disse que ia me matar. Eu sou homem de muita fé, tenho consciência do papel que eu jogo nesse país. Cachorro que late não morde. Então, qualquer cidadão que ficar fazendo bravata na rua, 'eu mato, pego, eu bato, eu atiro', ele vai ser chamado à delegacia", afirmou o presidente.
Na última quinta-feira (3), a Polícia Federal prendeu um fazendeiro em Santarém (PA) suspeito de afirmar que daria um tiro no presidente quando ele visitasse a cidade. A ameaça foi denunciada por uma testemunha que estava no local e que acionou a PF.
Um dia depois, a Justiça Federal do Pará concedeu liberdade provisória ao fazendeiro, cuja defesa alegou que o comentário feito não foi em tom de ameaça.
Na sexta-feira (4), em Parintins (AM), o presidente disse não temer ameaças: "Se eu tivesse medo, eu não tinha nascido. Se eu tivesse medo, eu não era presidente da República. Aprendi com minha mãe a não ter medo de cara feia. Cachorro que late não morde".
Em Santarém, Lula também fez um discurso em defesa por mais tolerância na política, mas destacou que não existe liberdade para ofender e que episódios como os ataques aos três Poderes no dia 8 de janeiro vão resultar em mais prisões.
"Eu voltei para provar que nós vamos ser mais tolerantes com quem não pensa igual a nós. Mas nunca mais repitam a tentativa de golpe que quiseram dar dia 8 de janeiro porque mais gente será presa, mais gente pagará o preço", afirmou o presidente.
As investigações da Polícia Federal devem apontar a participação parcial de militares nos ataques de 8 de janeiro.
O resultado dos inquéritos vai se contrapor ao desfecho da apuração feita pelo próprio Exército sobre a atuação dos militares que deveriam ter protegido o Palácio do Planalto. O inquérito policial militar livrou as tropas de culpa e apontou "indícios de responsabilidade" da Secretaria de Segurança e Coordenação Presidencial do GSI (Gabinete de Segurança Institucional).
O presidente Lula conheceu, na manhã desta segunda-feira, o Navio Hospital Escola Abaré, embarcação credenciada pelo SUS para levar saúde às populações ribeirinhas de áreas remotas da Amazônia. O projeto foi implantado na região do Baixo Tapajós pela ONG Projeto Saúde e Alegria em parceria com as prefeituras, universidades e organizações locais.


