Brasília - Em rápido discurso ontem na abertura da Cúpula América do Sul-Países Árabes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as ''distorções'' do comércio mundial, cobrou ''autonomia'' e ''criatividade'' dos chefes de Estado e de governo presentes ao evento e, a seguir, os convocou a ''desenhar'' uma nova geografia econômica no mundo. Segundo o presidente, a organização da cúpula, que termina hoje, foi uma vitória da ''coragem'' diante do ''ceticismo'' daqueles que duvidavam de sua realização. E, diante de líderes árabes que se perpetuam no poder, falou repetidas vezes de democracia.
O presidente falou por apenas sete minutos, sem improvisos. Sobre o comércio, disse: ''É necessário promover a equidade em um sistema multilateral de comércio profundamente marcado por assimetrias e distorções. Devemos nos afirmar perante uma ordem econômica resistente à transformação e aos interesses legítimos dos países em desenvolvimento.''
A seguir, sobre o mesmo tema, Lula propôs o desafio de ''desenhar'' um novo modelo de comércio mundial, cobrando, antes disso, mais ''criatividade'' aos países em desenvolvimento. ''Nosso grande desafio é desenhar uma nova geografia econômica e comercial internacional. Podemos traçar novos rumos na busca do desenvolvimento, sem desconsiderar caminhos tradicionais, mas com autonomia, criatividade e ousadia.''

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