Lula promete que fortalecerá Exército
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sexta-feira, 13 de setembro de 2002
Fabiana Futema<BR>Agência Folha 
São Paulo O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, prometeu ontem priorizar em seu programa de governo o fortalecimento das Forças Armadas do país e recebeu aplausos dos militares. O encontro do petista com os militares foi promovido pela fundação de Altos Estudos de Política e Estratégia, no Rio de Janeiro.
Adotando discurso conciliador, Lula disse que se eleito irá reequipar a Força Aérea Brasileira (FAB), melhorar os salários e dobrar em quatro anos de 1% para 2% do Produto Interno Brasileiro (PIB) os recursos do Orçamento Federal destinados para pesquisa e tecnologia na defesa do país.
Lula defendeu o serviço militar obrigatório e afirmou que só seria contrário à idéia se o Brasil tivesse a renda per capta igual à dos Estados Unidos, de US$ 20 mil por ano. ''Lá (nos EUA]), os jovens não enfrentam problemas como os brasileiros, dificuldades de arranjar o primeiro emprego e acesso a uma carreira'', comentou.
O candidato petista disse que um adolescente na Febem custa mais do que um jovem que presta serviço às Forças Armadas. Segundo ele, a relação dos custos é em torno de R$ 800 a R$ 900 de gasto mensal com salário dos soldados, para R$ 1.500 por mês gastos com cada jovem na Febem.
''Aprendi que o dinheiro que não se investe hoje terá de ser usado amanhã na construção de cadeias e penitenciárias. É melhor educar e melhorar os rendimentos dos jovens que estão no serviço militar, do que ter que gastar com menores delinquentes ou adultos presidiários'', afirmou Lula.
Segundo o presidenciável do PT, muitos jovens encontram no serviço militar o seu primeiro emprego e seu primeiro salário. ''Além disso, é nas forças armadas que eles têm acesso a noções mínimas de cidadania'', ressaltou Lula, arrancando aplausos da platéia formada por integrantes do Exército, da Aeronáutica e da Marinha.
O candidato prometeu consertar as ''injustiças cometidas'' contra as forças armadas durante oito anos do atual governo, sem citar o nome do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).


