Lula promete impor limites ao PT
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sexta-feira, 13 de maio de 2005
Agência Estado 
Olinda, PE - Atendendo às queixas dos líderes dos partidos aliados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu trabalhar pessoalmente, a partir de agora, para impor limites ao PT no governo. A primeira providência já tomou: avisou aos principais petistas que está garantindo a permanência de Aldo Rebelo no Ministério da Coordenação Política.
O presidente acha que seu partido erra em querer aumentar seu espaço no governo e considera ideal o oposto. Lula acha que as legendas aliadas devem aumentar sua participação, dentro da idéia de um governo de coalizão. Ele repetiu essa avaliação a vários seus aliados diretos. E avisou que vai trabalhar para que seja executada.
Lula começou a atuar também em outras frentes para resolver a crise na base aliada. Passou, por exemplo, a conversar quase diariamente com o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), para pedir que cessem as resistências aos projetos do governo. Ele acha também que Aldo finalmente criou um canal de comunicação direto com o presidente da Câmara. Tanto que ontem Severino saiu publicamente em defesa da manutenção do ministro no cargo.
Em Olinda, na região metropolitana do Recife, Severino defendeu a saída de do chefe da Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da Presidência da República, Luiz Gushiken, que qualificou como ''o pior ministro do governo Lula'' e um dos ''destaques'' na ''fritura'' a que foi exposto o chefe da Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais da Presidência, Aldo Rebelo. ''Do jeito que ele (Gushiken) quer o afastamento do Aldo, eu quero o afastamento dele'', afirmou. Gushiken recusou-se a comentar as declarações de Severino.
Lula pretende melhorar a governabilidade e restabelecer as relações institucionais entre Legislativo e Executivo, que considera muito esgarçadas neste momento. Para isso, marcou para quarta-feira uma reunião no Planalto, para a qual convidou Severino, os demais integrantes da Mesa da Câmara e os líderes do governo e da oposição.


