Brasília - Em reunião ontem com líderes do PMDB, PT, PTB, PSB e PPS, Lula disse que abrirá a agenda para mais encontros políticos e pedirá que os ministros façam o mesmo, participando de reuniões e debates no Congresso. O objetivo é melhorar o ambiente político no Senado e facilitar a aprovação de projetos estratégicos na economia, estando o presidente disposto a conversar até mesmo com a oposição. Desde a derrota do governo no plenário do Senado, semana passada, com a derrubada da Medida Provisória (MP) dos Bingos, a base aliada e o Palácio do Planalto demonstram sinais de nervosismo.
Aos aliados, no encontro de ontem, o presidente pediu pressa na votação de dois projetos considerados essenciais para atrair investimentos no País: o que altera a Lei de Falências e o que regulamenta as Parcerias Público-Privadas (PPPs), além do da biossegurança. Os aliados pediram ao presidente que evite a edição de MPs, instrumento que tem atravancado a pauta de votações das duas Casas do Congresso.
Na conversa dos líderes com Lula, todos retrataram a situação precária no Senado, por conta de insatisfações localizadas em todos os partidos da base. As maiores dificuldades foram identificadas no PMDB, o maior aliado político que, contudo, não controla os dissidentes. Enquanto os governistas na Câmara pressionam por liberação de verbas do Orçamento, no Senado, a briga é por cargos, sinônimo de influência e prestígio.
Em relação ao projeto proibindo o funcionamento de bingos, os senadores pediram que seja discutido, previamente, com os políticos antes de enviá-lo ao Congresso. Mais uma vez, Lula afirmou que o governo não poderá conceder um salário mínimo superior a R$ 260, fixado em MP. A redução de MPs também foi pedida ao presidente e uma das saídas será de alterar o rito da tramitação que dificulta as votações na Câmara e Senado, uma vez que o governo não pode abrir mão desse instrumento legislativo.

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