Lula prestigia posse de Samek em Itaipu
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2003
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visita hoje o Paraná pela primeira vez desde que assumiu seu mandato no dia 1º. Lula estará presente na posse de Jorge Samek (PT) como diretor-geral da Itaipu Binacional, que ocorrerá às 18 horas no Canal da Música, em Curitiba.
Além de Lula, os ministros José Dirceu (Casa Civil), Dilma Rousseff (Minas e Energia), Jaques Wagner (Trabalho) e Ciro Gomes (Integração Nacional) devem comparecer ao evento. Antes da solenidade, Lula deve encontrar-se com o governador Roberto Requião (PMDB). Desde o dia 1º de janeiro Requião tenta ir a Brasília para reunir-se com o presidente, mas sucessivos contratempos adiaram o encontro.
Em entrevista coletiva concedida ontem, Samek afirmou que a prioridade de sua gestão à frente de Itaipu será realçar o papel social da empresa. ''Não descuidaremos da geração de energia, mas iremos colaborar com os programas de combate ao fome e ao analfabetismo através de parceiras, convênios e do próprio prestígio da Itaipu. Vamos estimular a interação com as prefeituras e entidades sociais'', afirmou Samek.
Segundo o novo diretor-geral da estatal, a empresa não deve atuar na construção de novas linhas de transmissão de energia. As novas linhas serão usadas para evitar problemas como o apagão do ano passado. ''O apagão foi resultado de erros estratégicos cometidos no ano passado. Mesmo nos piores momentos do apagão, haviam hidrelétricas que poderiam gerar energia, mas não era possível aproveitá-las por falta de linhas de transmissão. Agora que todo a energia produzida pelas centrais será repassada exclusivamente a Eletrobras, será possível ter um desempenho otimizado e evitar o problema'', afirmou Samek.
A redução do preço da energia revendida não deve acontecer de maneira fácil, segundo Samek. Por ser uma empresa binacional, com capital brasileiro e paraguaio, o capital de Itaipu é constituído em dólares, assim como os financiamentos que foram feitos para construir a central. ''Podemos baixar a tarifa através de um uso mais consciente dos recursos. Mas dependemos de outros fatores, como a queda da cotação do dólar e a baixa de juros, que com certeza ocorrerão no governo Lula'', prevê Samek.


