Campinas O ex-senador baiano Antônio Carlos Magalhães (ACM) foi alvo do candidato a presidente da República pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, na noite de sábado em showmício em Campinas. O petista convocou os eleitores a votarem nos senadores apoiados pelo partido porque ''vai precisar de gente competente para enfrentar o ACM, que deve ser eleito pela Bahia''.
Um pouco antes do início do comício, o presidente do PT e candidato a deputado federal, José Dirceu, afirmou que o partido irá manter a estratégia do ''Lulinha paz e amor''. Ele comentou que os ataques do PSDB e do candidato a presidente José Serra a Lula não têm surtido efeito. ''Temos feito pesquisas diárias e o Serra não ganhou nada com isso'', garantiu.
Lula falou cerca de 25 minutos para uma platéia estimada em 20 mil pessoas pelos organizadores. Ele afirmou que irá adotar a prática de consulta ao povo para não errar em suas decisões e disse que ''irá começar a fazer o que a elite não fez durante os últimos 200 anos''.
Lula estava acompanhado no palco dos candidatos ao Senado, Aloizio Mercadante (PT), e a governador de São Paulo, José Genoíno. Mercadante preferiu lembrar os problemas do País os 11,7 milhões de desempregados e o aumento da dívida interna afirmou que é preciso fazer o Brasil voltar a crescer.
Ainda no sábado, Lula e o candidato ao Senado pelo PMDB, Orestes Quércia, se encontraram no 2º Congresso da Confederação das Mulheres do Brasil, no auditório Elis Regina, no Anhembi. Sentados lado a lado na bancada de honra, eles demonstraram claramente o mútuo apoio para suas candidaturas. Quércia chegou a se referir a Lula como o ''futuro presidente do Brasil'' e disse que irá apoiá-lo para resolver os problemas do País.
Em retribuição, Lula disse que Quércia sempre teve ''um comportamento exemplar'', referindo-se ao fato de fazer oposição ao neoliberalismo. ''Não posso fazer propaganda política porque é proibido, mas se o povo de São Paulo for inteligente, como eu sei que é, irá votar para senadores Quércia e Aloízio Mercadante (PT).''

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