Lula pede ao PT unidade em torno de seu nome
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terça-feira, 18 de novembro de 1997
Agência Estado São Paulo 
A Executiva Nacional do PT decidiu ontem, em São Paulo, manter a Convenção Nacional do partido para a escolha do candidato petista à Presidência da República, nos dias 13 e 14. A proposta de adiamento da convenção, apresentada pelo deputado João Paulo Cunha (SP), foi rejeitada por 17 dos 18 dirigentes presentes à reunião, que durou oito horas. O deputado José Genoíno (SP) foi o único que se absteve.
Nem mesmo o presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu a proposta de João Paulo, como prometera ao deputado. Lula havia afirmado que não concordava com a pressa na definição do candidato ao Palácio do Planalto. Ontem, porém, ele disse à cúpula do partido que aceitará a candidatura, desde que sejam cumpridas quatro condições: unidade em torno do seu nome, alianças consolidadas nos Estados, coordenação profissional da campanha e perfil mais detalhado do programa de governo.
Um grupo de cinco integrantes da Executiva petista foi escalado para se reunir hoje com Lula, com o objetivo de mostrar a ele um quadro das negociações estaduais entre o PT, o PDT, o PSB e o PC do B. Os quatro partidos tentam formar uma frente para o lançamento de candidatura única das oposições à Presidência. Além disso, os petistas vão marcar, a partir desta semana, uma série de reuniões bilaterais com representantes das siglas de esquerda com quem tentam fechar acordo.
O presidente nacional do PT, José Dirceu, não tem gostado nada de declarações de dirigentes do PSB e do PC do B criticando a indefinição de Lula. Nas fileiras das duas legendas, há quem defenda o apoio a um nome de centro para a corrida presidencial. É um absurdo dizerem que o Lula é um empecilho para a manutenção da frente, afirmou.


