Lula passa segunda noite em sindicato; Moro não vê motivo para adiar mais
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sábado, 07 de abril de 2018
Das Agências 

É grande a expectativa em frente a do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, permanece desde que o juiz federal Sérgio Moro determinou a prisão dele na última quinta-feira (5).
A expectativa é de que Lula se entregue à Polícia Federal neste sábado (7), após a missa, marcada para as 9h30, em homenagem à ex-primeira dama, Marisa Letícia, que faria 68 anos hoje.Lula, que passou a segunda noite no local, acompanhado de amigos, apoiadores e familiares, ainda não se pronunciou e nem apareceu hoje (7) para a militância, que está em vigília no local.
Assim que se entregar, o ex-presidente será conduzido a Curitiba onde ficará em uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal. O local está isolado para vistantes externos e a movimentação nas imediações é só de profissionais da imprensa.
Também estão presos em Curitiba os ex-ministro da Fazenda do governo Lula, Antonio Pallocci e Léo Pinheiro, dono da Construtura OAS , que em depoimento ao Juiz Sérgio Moro confirmou que o petista é o dono do triplex em Guarujá (SP).
'NÃO VEJO MOTIVO PARA ADIAR MAIS'
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, disse na sexta-feira, 6, que "não havia motivo para adiar" a ordem de prisão expedida contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em declaração à rede China Global Television Network, o magistrado afirma que apenas seguiu o regimento da lei.
"Eu recebi o ofício do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) ordenando a prisão e simplesmente cumpri a ordem", disse Moro ao repórter Stephen Gibbs em seu escritório na 13ª Vara de Justiça Federal de Curitiba. "Ele (o ex-presidente Lula) foi condenado por lavagem de dinheiro e corrupção. É preciso executar a pena, simples assim."
"Não vejo qualquer motivo para adiar mais", completou. Durante a entrevista, realizada antes do fim do prazo concedido para comparecimento de Lula à sede da Polícia Federal em Curitiba, Moro diz que se sente desconfortável em responder perguntas sobre o caso.


