Lula oficializa reforma é dá posse aos ministros
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sábado, 24 de janeiro de 2004
Das Agências 
Brasília - Em uma cerimônia que não estava na agenda do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou e deu posse ontem à tarde aos novos ministros de seu governo. Os nomes que foram anunciados oficialmente foram o de Nilcéia Freire, que assume Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, no lugar de Emília Fernandes; o do líder do PMDB na Câmara, Eunício Oliveira (CE), que assume as Comunicações, e do líder do governo no Senado, Amir Lando (RO), que vai para a Previdência; além da substituição de Jaques Wagner, que vai para o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, por Ricardo Berzoini no Ministério do Trabalho.
O deputado federal Patrus Ananias (PT-MG), que anteontem já dava entrevistas como ministro, foi confirmado para o superministério da área social, que vai reunir a Assistência e Promoção Social e Segurança Alimentar. Os titulares dessas pastas, Benedita da Silva e José Graziano, respectivamente, deixam o governo.
Lula confirmou que o líder do governo na Câmara, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), assume a Secretaria de Coordenação Política e Relações Institucionais, nova pasta criada para auxiliar o ministro José Dirceu (Casa Civil) na articulação política.
Miro Teixeira, que deixa a pasta das Comunicações para o PMDB, assume a liderança do governo no Congresso, cargo que estava nas mãos de Lando. O ministro Tarso Genro deixa o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e assume a Educação no lugar de Cristovam Buarque, que volta para o Senado. Eduardo Campos (PSB-PE) ficou com o Ministério da Ciência e Tecnologia, no lugar Roberto Amaral, que pediu demissão ao presidente Lula. Genro admitiu que a missão dele será ''extremamente difícil'' e foi cauteloso em relação à reforma do ensino universitário, à qual o ex-ministro, por ser acadêmico, teria tido dificuldades em realizar.
No discurso, Lula fez uma referência especial ao ''reencontro'' do PT com o PMDB, dois partidos que se identificavam na oposição aos governos durante o regime militar. O presidente ressaltou a importância da aliança política que está sendo feita agora entre os dois partidos. Disse que essa aliança se dá no momento em que as pessoas estabelecem pontos comuns de ação e trabalho. ''Compreendeu o PT de ter o PMDB como base, e compreendeu o PMDB de não negar ao governo a sustentação necessária para aprovar as reformas e dar tranquilidade na governabilidade do País'', disse.
Lula observou que o reencontro de PMDB e PT acontece um ano depois do início do seu mandato. Destacou a participação decisiva do ministro-chefe da Casa civil, José Dirceu, e do presidente do PT, José Genoíno, como articuladores da aliança. ''O que aconteceu neste ano (2003) não estava previsível nas escritas dos melhores cientistas políticos do País'', disse o presidente, em referência à aprovação das reformas previdenciária e tributária em sete meses.


