Lula não vai interferir na eleição do Congresso
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Gabriela Guerreiro<br>Folhapress 
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu ontem, durante reunião da coordenação política do governo, que seria melhor para os partidos que integram a sua base de apoio o lançamento de apenas um candidato na disputa pelos comandos da Câmara e do Senado. Apesar de ter decidido se manter neutro na disputa, o presidente teme rachas entre os aliados com as múltiplas candidaturas da base na Câmara e no Senado.
Lula disse aos ministros que integram a coordenação do governo que as eleições no Congresso fazem parte de uma ''dinâmica própria'' do Legislativo - por isso não está disposto a interferir no processo.
O presidente afirmou que vai respeitar o resultado das disputas na Câmara e no Senado, independentemente de quem venha a ser eleito. A avaliação do governo é que os resultados serão consequência da dinâmica do Legislativo e dos partidos políticos.
No Senado, o petista Tião Viana (AC) disputa com o senador José Sarney (PMDB-AP) o comando da Casa Legislativa. O PT esperava o apoio de Lula ao candidato do partido, mas o presidente decidiu manter-se neutro na disputa para não desagradar diretamente o PMDB - partido com as maiores bancadas na Câmara e no Senado, além de um possível aliado na chapa que vai disputar a sucessão no Palácio do Planalto.
Em encontro com Sarney, Lula revelou sua disposição de manter-se neutro na disputa, o que na avaliação de peemedebistas abriu caminho para a candidatura do ex-presidente.
Câmara
Na Câmara, o deputado Michel Temer (PMDB-SP) também disputa com parlamentares da base aliada o comando da Casa Legislativa. Ao lado do peemedebista, estão no páreo os deputados Aldo Rebelo (PC do B-SP), Osmar Serraglio (PMDB-PR) e Ciro Nogueira (PP-PI).
O PT fechou acordo para apoiar a eleição de Temer, mas parlamentares da legenda ameaçam migrar para as candidaturas de Aldo ou Nogueira depois que Sarney decidiu ingressar na disputa. Os petistas temem que o PMDB fique com o comando das duas Casas Legislativas, reduzindo o poder da legenda no Congresso.


