Lula não consegue seduzir bancada do PMDB
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terça-feira, 13 de maio de 2003
Agência Folha 
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou o almoço com a bancada do PMDB, ontem, na casa do senador José Sarney (PMDB-AP), sem comentar a indefinição do partido quanto à base aliada do governo, mas o deputado Geddel Vieira Lima (BA) disse que a bancada garantiu ao presidente que vai defender a aprovação das reformas tributária e da Previdência. As informações são da Agência Brasil.
''O presidente só pediu isso e terá o apoio do PMDB. A decisão partidária está tomada: apoio irrestrito às reformas, que são importantes para o país'', disse Geddel, para quem ''não existe governo ou oposição, existem as reformas''. Geddel se colocou contrário à proposta de convocar uma convenção do PMDB para definir a posição do partido quanto à entrada na base aliada do governo. ''A convenção só desune o partido'', afirmou, defendendo a manutenção de conversas.
O deputado Raul Jungmann (PE), porém, disse que o partido ainda não encontrou uma posição de unidade sobre a adesão ao governo. ''O PMDB sai dividido, como entrou'', afirmou o deputado. Segundo Jungmann, ministro do Desenvolvimento Agrário no governo Fernando Henrique Cardoso, Lula foi cortês e prometeu não se intrometer nas questões internas do PMDB, ''porque já tem muitos problemas no PT''.
Outro ex-ministro de FHC, o deputado Eliseu Padilha (RS) também disse que Lula respeitou a indecisão do PMDB. Assim como Jungmann, o ex-ministro dos Transportes defende a antecipação da convenção. O líder do governo na Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PC do B-SP), considerou o almoço um passo importante nas relações do governo com o partido, e ratificou a garantia de que o governo vai respeitar o PMDB. ''Eu creio que há uma reciprocidade nessa vontade, mas, evidentemente, o governo vai respeitar, como sempre respeitou, a dinâmica própria do PMDB, seus líderes, a sua direção'', disse.


