Lula não comenta críticas da Igreja à situação social
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sábado, 01 de maio de 2004
Rita Tavares<br> Agência Estado 
São Paulo - A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou mensagem relativa ao Dia do Trabalhador, condenando a prioridade ao pagamento dos juros da dívida externa e reivindicando uma política econômica que vise, em primeiro lugar, a promoção do trabalho e inclusão social. Preparado durante a recente assembléia da CNBB, em Itaici, o documento faz um duro e alarmante diagnóstico sobre a situação econômica e social do País e foi lido na íntegra durante a Missa do Trabalhador celebrada ontem de manhã na Igreja Matriz de São Bernardo do Campo, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Lula deixou a Igreja às 11h45, acompanhado da primeira-dama, dona Marisa Letícia e, segundo assessores, dirgiu-se para o apartamento da família, em São Bernardo. Ele não concedeu entrevista e não se referiu às críticas da CNBB durante o pronunciamento que fez durante a missa.
Depois de ressaltar que o Brasil atravessa uma profunda crise econômica e social, marcada por taxas recordes de desemprego e subemprego, e uma perda acelerada do poder de compra do salário mínimo, o documento alerta para o ''agravamento crescente das desigualdades sociais, com ameaças constantes de rompimento do tecido social'' e denuncia que o Brasil é ''campeão da má distribuição de terra, renda e riqueza''.


