São Paulo - Uma sólida maioria - 57% do eleitorado - entende que o futuro presidente da República tem de ser, antes de tudo, honesto, apurou pesquisa CNI/Ibope divulgada ontem. Nela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) candidato da Coligação A Força do Povo à reeleição e Geraldo Alckmin (PSDB), da Coligação Por um Brasil Decente (PSDB-PFL), subiram 2 pontos porcentuais. Lula chegou aos 50% e Alckmin, a 29%. O resultado assegura vitória a Lula no primeiro turno, com uma folga de 9 pontos sobre a soma dos adversários (eram 10 na pesquisa anterior). Num eventual segundo turno, Lula venceria por 53% a 37% (51% a 37% na pesquisa anterior).
O Ibope perguntou aos eleitores sobre a possibilidade de voto nos candidatos. Lula teve o melhor resultado: 50% disseram que votam nele ''com certeza'' e 16%, que ''poderiam votar'', perfazendo um teto possível de 66%; de Alckmin, 26% disseram votar nele ''com certeza'' e 32%, que ''poderiam votar'', indicando um universo possível de voto de 58%.
A questão mostrou o nível de desconhecimento de alguns candidatos: 48% dos eleitores disseram não conhecer suficientemente Cristovam Buarque para votar nele; 43% disseram que nunca ouviram falar nele e 39% disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Mais conhecida, Heloísa tem seus 9% de eleitores consolidados e mais um universo de 30% que ''poderiam votar'' nela, mas um porcentual alto de eleitores que não votariam nela de jeito nenhum - 41%.
Alckmin é conhecido ''só de nome'' por 24% dos eleitores e 5% nunca tinham ouvido falar dele. Lula, conhecido por 100%, tem uma rejeição total de 32% do eleitorado e Alckmin, de 31%, o que mostra que os dois principais candidatos têm contra si um contingente semelhante: um terço do eleitorado.
A sondagem pesquisa da CNI foi realizada no período de sábado (9) a segunda-feira (11) e entrevistou 2.002 eleitores em 141 cidades. A margem de erro da pesquisa, que foi registrada no TSE, é de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo.

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