Brasília - O governo decidiu abrir uma sindicância para investigar as atividades do ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil, Waldomiro Diniz, no Palácio do Planalto. Segundo o ministro da Coordenação Política e Assuntos Institucionais, Aldo Rebelo, a comissão será composta por três funcionários efetivos do Poder Executivo sem ligação com os órgãos com os quais Diniz trabalhava.
A comissão terá 30 dias para apresentar relatório sobre a atuação do ex-assessor demitido após denúncias de recebimento de propina e negociação com representantes do jogo do bicho para o financiamento de campanhas eleitorais.
Apesar da possibilidade de prorrogação do prazo para as investigações da comissão, o ministro disse que solicitará que os trabalhos sejam concluídos até mesmo em período inferior a um mês.
A criação da comissão de sindicância, segundo o ministro, faz parte da determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ''ver esclarecidas todas as circunstâncias relacionadas às denúncias oferecidas pela imprensa e hoje já investigadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público''.
Segundo o ministro, a abertura de sindicância é uma ''precaução'' do governo e uma forma de assegurar à sociedade que o governo tem o interesse em esclarecer qualquer dúvida que possa pairar sobre as denúncias. Rebelo também confirmou ontem o jornalista Alon Feuerwerker, que já trabalhava com ele, como o substituto interino para a vaga de Waldomiro Diniz.

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