Lula lidera em todos os cenários corrida à Presidência, mostra pesquisa
Levantamento da Genial/Quaest aponta que atual presidente venceria Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de agosto de 2026
Levantamento da Genial/Quaest aponta que atual presidente venceria Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno

Brasília - Pesquisa do instituto Quaest encomendada pelo banco Genial, divulgada nesta quarta-feira (5), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto para as eleições presidenciais de 2026 em todos os quadros analisados. O levantamento avaliou a preferência dos eleitores de forma espontânea, em um primeiro turno amplo e em simulações diretas de segundo turno contra nomes da oposição.
Na pesquisa espontânea, na qual os entrevistados citam os nomes sem uma lista prévia, o índice de indecisos ainda domina o cenário eleitoral e atinge 51%. Entre os que já escolheram um candidato, Lula aparece na frente com 25% das menções, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que soma 18%. Outros nomes citados acumulam 5%, enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente inelegível, foi lembrado por 1% dos eleitores.
No cenário estimulado de primeiro turno, que apresentou uma lista com doze pré-candidatos aos entrevistados, o atual presidente lidera isolado com 39% das intenções de voto, com Flávio Bolsonaro em segundo lugar registrando 30%. Em seguida, figuram empatados tecnicamente o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), e o representante do partido Missão, Renan Santos, ambos com 4%. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) aparece com 2%. Com 1% cada, estão Cabo Daciolo (Mobiliza), o escritor Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP). Os candidatos Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram. Votos brancos, nulos ou declarações de que não pretendem votar somaram 8%, enquanto 10% dos entrevistados continuam indecisos.
O levantamento também testou simulações diretas de segundo turno com o atual chefe do Executivo. No confronto contra Flávio Bolsonaro, principal aposta da oposição, Lula vence por 44% a 39%, com 13% de brancos e nulos e 4% de indecisos. Na disputa contra Ronaldo Caiado, Lula atinge 45% das intenções de voto contra 37% do adversário, registrando 14% de brancos/nulos e 4% de indecisos. Em um duelo contra Renan Santos, o petista mantém 45% frente a 35% do pré-candidato do Missão. Por fim, na simulação contra Romeu Zema, Lula marca 46% contra 34%.
O estudo mediu ainda a rejeição dos dois principais postulantes ao Planalto. Flávio Bolsonaro tem o maior índice, com 54% dos eleitores afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Lula aparece logo em seguida, com 52% de rejeição.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. O levantamento tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95%, e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06591/2026.
AVALIÇÃO DO GOVERNO LULA
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou estabilidade na aprovação popular, segundo dados do levantamento Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira. O cenário indica um país dividido, mantendo a polarização observada em levantamentos anteriores.
Aprovação e desaprovação do governo:
- Aprova o governo: 48% (mesmo percentual registrado em julho)
- Desaprova o governo: 47% (mesmo percentual registrado em julho)
- Não sabe/Não respondeu: 5%
Com a margem de erro de 2 pontos percentuais, aprovação e desaprovação permanecem em empate técnico.
Avaliação geral da gestão:
Quando questionados sobre a avaliação qualitativa do governo petista, os eleitores responderam:
- Positiva: 36%
- Negativa: 36%
- Regular: 26%
- Não sabe/Não respondeu: 2%
Percepção econômica e expectativa
A percepção sobre a economia do país aponta que 43% dos entrevistados consideram que a situação econômica piorou nos últimos 12 meses, enquanto 35% acham que continuou igual e 19% viram melhora. Em contrapartida, as expectativas futuras mostram otimismo: 46% esperam que a economia melhore nos próximos 12 meses (contra 39% em julho).


Da Redação
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