Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta terça-feira o programa Bolsa Copa e Bolsa Olimpíada, destinado a profissionais de segurança dos Estados que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014, e do Rio de Janeiro, onde serão realizados os Jogos Olímpicos de 2016.
Estiveram presentes à cerimônia a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, e o prefeito Eduardo Paes.
O programa é um complemento salarial que será pago, a partir de julho, a policiais militares e civis, bombeiros e membros das guardas municipais das capitais que sediarão as duas competições.
No caso do Bolsa Copa, o complemento salarial começa com R$ 550 em 2010 e sobe nos anos seguintes para R$ 650 (em 2011), R$ 760 (em 2012) e R$ 865 em 2013, até atingir R$ 1 mil no ano da Copa. Já a Bolsa Olímpica terá um valor fixo de R$ 1.200.
O decreto assinado pelo presidente estabelece que os 12 Estados envolvidos devem assinar um termo de adesão ao programa no qual se comprometem a encaminhar projeto de lei a Assembleia Legislativa para incorporar esses valores ao salários efetivo desses profissionais a partir de 2016. Nos outros Estados, os policiais com renda inferior a R$ 1,7 mil estão sendo assistidos pelo Bolsa Formação, cujo valor foi elevado no decreto de R$ 400 para R$ 443.
O benefício é integralmente mantido com recursos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).
O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que o programa está mudando o paradigma da segurança pública no País porque combina repressão qualificada com ações preventivas em favor da juventude.
O número de policiais envolvidos dependerá da adesão dos Estados ao projeto, mas o ministro estima que o total de beneficiados deve ficar entre 220 mil e 230 mil. Nessa hipótese, a União terá uma despesa aproximada de R$ 1,4 bilhão a partir de 2011 com as medidas aprovadas anteontem, destinadas a reforçar o esquema de segurança da Copa e da

Olimpíada.
Não existe teto salarial para o recebimento das bolsas Copa e Olímpica. Dessa forma, os policiais do DF, por exemplo, que têm o maior salário do país também serão beneficiados.
Além de incorporarem o benefício aos salários dos profissionais, os governos estaduais deverão se comprometer a adequar as escalas de trabalho mais enérgica e impedir os ''bicos'' de policiais, comuns em várias partes do País.
Para Genro, as novas bolsas representam uma mudança estrutural na remuneração dos servidores de segurança pública. ''Antes do Pronasci, o governo federal não estava acostumado a fazer investimentos na segurança pública'', disse. ''E o investimento mais importante é no quadro humano.''

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