Brasília O presidente Lula interveio na briga do PT para evitar que o discurso dos radicais contamine as bases do partido. Ele aproveitou uma reunião de 26 dirigentes regionais do PT (faltou o representante de Sergipe) para exigir o fim das disputas internas, defender a política econômica, justificar a nomeação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, como necessária para acalmar o mercado antes mesmo de assumir o mandato e dizer que seu governo é de uma coligação e não uma exclusividade dos petistas.
O presidente do PT, José Genoino, determinou aos dirigentes do partido que a partir de agora ninguém mais responda a qualquer declaração da senadora Heloísa Helena (AL) e dos deputados Babá (PA), e Lindberg Farias (RJ), os três parlamentares petistas que têm tumultuado o começo do governo Lula com afirmações contrárias à política econômica e restrições a nomes do Executivo.
Babá voltou ontem ao ataque, mas as suas declarações não tiveram a repercussão das de quarta-feira, quando disse: ''Não confio em Palocci (ministro da Fazenda) nem como médico.'' O deputado paraense, da corrente trotskista mais radical do PT, disse que o governo deveria estabelecer como prioridade a reforma tributária em sua agenda de trabalhos para o Congresso.

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