Genebra A proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de formação de um Fundo Mundial de Combate à Fome ganhou visibilidade internacional ontem, em Genebra, com a adesão à idéia do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Anan, e dos presidentes da França, Jacques Chirac, e do Chile, Ricardo Lagos. Lula também obteve apoio dos três à sua cruzada por um comércio internacional mais justo.
Em discurso após reunião com os três líderes, na sede da ONU em Genebra, Lula disse que não estava lá apenas para recordar que a fome é uma arma de destruição em massa, que mata 24 mil pessoas por dia no mundo, mas para propor ações concretas. ''Vim a Genebra em busca de soluções e com a firme determinação de propor ações concretas para superação do desafio da
erradicação da fome e a redução da pobreza'', afirmou.
Lula disse que ele, Chirac, Anan e Lagos estão preocupados com o foco excessivo da agenda internacional em questões ligadas à segurança, como terrorismo e armas de destruição em massa, mas o mundo só será mais seguro se for mais justo e equitativo.
Os quatro dirigentes, segundo Lula, concordaram, no encontro, que o G-20 (grupo de países em desenvolvimento que pedem um comércio internacional mais justo) e o ''diálogo ampliado'' com o G-8 (grupo dos 7 países mais ricos do mundo e a Rússia) são iniciativas de peso na busca de soluções para o combate à fome e à pobreza.
Um grupo de trabalho formado por especialistas brasileiros e franceses vai examinar a forma de financiamento do fundo e apresentar um relatório em setembro, em um evento específico durante a próxima Assembléia Geral da ONU.

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