Lula fará tratamento contra pneumonia por 14 dias
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segunda-feira, 05 de março de 2012
Daiene Cardoso <br> Agência Estado 
São Paulo - O oncologista Artur Katz, que integra a equipe que cuida de Luiz Inácio Lula da Silva, informou ontem que o tratamento contra a pneumonia do ex-presidente deve durar até duas semanas, o que não significa que Lula teráde permanecer internado, ao longo de todo esse período, no Hospital Sírio Libanês, na capital paulista. ''Normalmente são de 10 a 14 dias de antibióticos, mas não obrigatoriamente esse período (de tratamento) se dará no hospital. Uma vez consolidada a melhora ele pode tomar os antibióticos em casa.''
De acordo com Katz, Lula foi submetido anteontem a uma tomografia que não detectou a presença do tumor na laringe. Mas o exame que vai comprovar o sucesso do tratamento só será feito após a melhora da inflamação e do inchaço na garganta. ''O que a gente pode dizer é que não se vê um tumor grosseiro'', revelou.
Lula foi internado no domingo com febre baixa e com dificuldade para engolir. Segundo o médico, o ex-presidente já se sente melhor e vem respondendo bem ao tratamento. Katz contou que Lula não sente mais dor para engolir, apenas um desconforto. ''A dor maior foi ter visto a derrota do Corinthians ontem'', brincou.
Katz disse que a restrição às visitas foi necessária não devido à pneumonia, mas para evitar que o ex-presidente faça esforço para falar, o que causa desconforto na laringe. ''É para tentar fazer o ex-presidente dar uma pausa vocal e falar menos'', explicou. De acordo com o médico, a pneumonia é uma reação considerada natural ao tratamento que provocou a redução da imunidade de Lula, além de queda de peso e de seu ânimo geral.
Os efeitos da quimioterapia e radioterapia podem durar de três a quatro semanas após o término das sessões e a melhora é gradual. ''O tratamento ao qual o ex-presidente foi submetido é extraordinariamente pesado'', ressaltou Katz. ''Em alguns aspectos, a tolerância do ex-presidente foi até muito maior que a das maioria das pessoas'', acrescentou.
Embora o presidente tenha reagido bem ao tratamento, a imunidade de Lula não deve voltar aos níveis anteriores à doença e ao tratamento. ''Evidentemente, muda a imunidade. Não se pode dizer que ele não tenha uma imunidade boa mas não é uma imunidade igual ao do passado ou a que voltará ter em breve.''



