Lula é elogiado por americano em fórum
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quinta-feira, 09 de junho de 2005
Isabel Sobral<br> Agência Estado 
Brasília - O chefe da delegação americana que participou do 4º Fórum Global de Combate à Corrupção, Adolfo Franco, disse ontem ter ficado ''impressionado'' com o tom do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva feito na abertura do evento em Brasília na última terça-feira. A ocasião foi a primeira vez em que o presidente Lula falou em público sobre as denúncias de pagamento de mesada a deputados, se comprometendo que seu governo levará até as últimas consequências a apuração dos fatos.
''Fiquei impressionado com as palavras do presidente Silva porque demonstram que há vontade política em investigar'', comentou Franco, ao fazer um balanço positivo do evento que será encerrado hoje, com a leitura de uma mensagem do presidente George Bush pelo embaixador americano no Brasil, John Danilovich. Adolfo Franco se ateve a elogiar o presidente Lula, evitando comentar as reações das autoridades brasileiras e dos integrantes do PT ao escândalo até aqui e também preferiu não fazer recomendações sobre como devem ser as atitudes daqui para frente. ''Como isso é uma questão interna do Brasil, seria inapropriado em fazer qualquer recomendação'', afirmou.
Para Franco, que também administra o escritório na América Latina da Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), a corrupção deve ser combatida com firmeza em todos os países porque ela é também um obstáculo ao crescimento econômico. Ele lembrou um estudo realizado pelo Banco Mundial, e divulgado no início do ano, que mostrou que a corrupção pode afastar investidores internacionais, já que é apontado como um dos principais problemas para se definir os investimentos. ''Os investidores vão buscar lugares para aplicar seus recursos em que haja garantia de estabilidade das instituições e punição às ações de corrupção'', declarou.
Ele informou que o governo americano já destinou cerca de US$ 250 milhões nos últimos anos para aplicação em programas que ajudem os países em desenvolvimento a profissionalizar a gestão de seus recursos e fortalecer as instituições e, com isso, ampliar o combate à corrupção. Segundo ele, nem mesmo os Estados Unidos estão imunes ao problema e, por isso, defende que os governos estejam permanentemente em alerta. ''A corrupção é endêmica em todo o mundo'', resumiu.


