São Paulo - Com um discurso bem-humorado e que poupou críticas às administrações estaduais e municipais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que não pretende lançar nenhum projeto novo para a área da saúde antes de concluir os que já estão andamento, elaborados na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
''Seja prefeito, governador e até presidente da República, eles deixam uma obra que está quase por acabar e começam outra só para deixar a sua marca, dizer que foi ele quem fez. Antes de mais nada, temos que fazer funcionar na plenitude as obras que estão aí. Temos que nos preocupar em atender a demanda, e não ficar disputando o nome de quem vai na placa do hospital'', disse o presidente, durante evento na capital paulista.
Em parceria com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), Lula assinou ontem um protocolo para a criação de uma fábrica de vacina no Instituto Butantan contra a gripe Influenza. Durante o evento, realizado no próprio instituto para comemorar o Dia Mundial da Saúde, alguns hospitais foram premiados pela participação no projeto ''Amigo da Criança'', idealizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para promover a amamentação.
O investimento total para a construção da fábrica de vacinas será de mais de R$ 52 milhões, sendo R$ 34,4 do ministério, R$ 10,8 da secretaria estadual e R$ 6,8 da Fundação Butantan. A obra tem previsão de início para este semestre e funcionamento total para 2006. A meta é que a produção alcance 17 milhões de doses.

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