Lula diz que banda larga vai sair
Curitiba - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma recomendação ao Hélio Rottemberg, presidente da Positivo Informática. Esteja preparado para a banda larga que ela vai sair. Ou as empresas privadas nos ajudam com isso ou o governo vai investir, disse. Lula esteve na fábrica da empresa em Curitiba, que comemorou a produção de seis milhões de computadores.
A declaração do presidente acontece num momento em que o lançamento do Programa nacional de Banda Larga (PNBL) permanece sem data definida. A iniciativa quer garantir a oferta de acesso rápido à internet a população. Durante discurso na Positivo, Lula afirmou que levará a banda larga aonde for necessário.
O projeto, no entanto, é alvo de polêmicas. Ele prevê a retomada das redes da Eletronet, cujo anúncio teria conferido ganhos de capital para os investidores da empresa. O PNBL também é apontado como uma forma de estatizar o mercado de telecomunicações. O governo defende que o investimento estatal no mercado é fundamental porque as empresas não tem interesse em investir em banda larga em locais pouco lucrativos.
Ao discursar para uma plateia de funcionários da empresa, o presidente disse que não iria lembrar dos projetos do governo que garantiram a properidade da indústria de informática no país. Não vou falar das políticas do governo para o setor porque o resultado está aqui, declarou. Segundo Rottemberg, a Positivo Informática tinha 500 funcionários em 2004 e hoje emprega seis mil pessoas.
O presidente disse que houve uma coincidência entre o início do trabalho do Grupo Positivo na produção de computadores e sua primeiro eleição para presidente. Foi no nosso governo que ele se transformou na maior empresa de informática do país, comemorou. A minha geração sonhava com um Fuscão. Hoje tem outros sonhos. Mas todo mundo quer ter um computador, disse.
Lula também elogiou a combinação entre as políticas de incentivos fiscais do governo e a disponibilização de crédito para compra de computadores. Fizemos uma combinação com as Casas Bahia porque quando o brasileiro pobre vai comprar um produto ele não quer saber o preço final. Quer é ver se a prestação cabe no salário, disse. (R.C.F.)





