Cidade do México - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não quis responder, ontem, a uma pergunta de jornalistas brasileiros sobre possível mudança na diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Lula disse apenas que a Anac tem um mandato por lei e que discutirá essa questão com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, assim que voltar ao Brasil. Seu retorno está previsto para o próximo sábado, ao final de uma turnê por mais quatro países da América Central.
Embora sem falar de mudanças na Anac, o presidente brasileiro se declarou convencido de que o Brasil resolverá os seus problemas de infra-estrutura. Foi para isso, segundo Lula, que seu governo lançou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Pouco antes, ao falar em uma reunião com empresários brasileiros e mexicanos, Lula havia estimulado a iniciativa privada dos dois países a impulsionar o comércio e os investimentos recíprocos.
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu nesta segunda ajuizar uma ação civil pública pedindo o afastamento dos diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). ''Tudo aconteceu nesse acidente aéreo, menos eficiência administrativa'', justificou o integrante do Conselho Federal Siqueira Campos, em referência ao acidente com o Airbus da TAM, no dia 17 de julho, que matou 199 pessoas.
Uma comissão será formada por conselheiros federais da OAB para elaborar a ação e decidir a que instância do judiciário será apresentada.
Segundo o presidente da OAB, Cezar Britto, os dirigentes da Anac não cumpriram a função para a qual foram nomeados, que é a de fiscalizar o setor aéreo.


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