Lula discute mudanças com sindicalistas
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de maio de 2011
Folhapress 
São Paulo - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia, durante a semana, nova fase de seu projeto de articulação do governo e da sociedade civil em torno da reforma política. Depois de conversar, em abril, com membros petistas das comissões sobre o tema na Câmara e no Senado, e de reunir, na última segunda, os líderes dos partidos da base aliada e das fundações ligadas às legendas, Lula agora vai sentar com as centrais sindicais.
O encontro foi agendado para as 10h30 da sexta-feira no Instituto Cidadania, ONG que atualmente cuida dos compromissos do ex-presidente. A reunião com a CUT e outras centrais não será a última que o ex-presidente fará como articulador indicado pelo PT para o debate sobre a reforma política. Segundo sua assessoria de imprensa, é possível que Lula sente na mesma mesa que líderes dos partidos de oposição para conversar sobre o tema.
A reforma já foi pauta de reunião do presidente do PT, Rui Falcão, e do ex-governador tucano José Serra, na última segunda. A estratégia de Lula é identificar os pontos de consenso entre os partidos para avançar nas negociações. Na base aliada, existe concordância em prol do financiamento público de campanha, no voto proporcional e na facilitação de iniciativas de participação popular, diminuindo o número de assinaturas para criar projetos de lei, por exemplo.
Um ponto que encontra discordância é o voto em lista - o PT é favorável, mas não tem respaldo de seus aliados. A reeleição é outro quesito ainda sem consenso. O próprio Lula já foi contra permitir que um político permaneça no poder durante dois mandatos seguintes, mas diz que mudou de ideia. Segundo sua assessoria, ele agora afirma preferir a reeleição porque ela é ''um estímulo para que o político faça um bom governo''. O petista também tem solicitado às fundações vinculadas às legendas que estudem modelos de outros países, como Uruguai e Itália, para ver como funciona o sistema político deles e que exemplos podem ser aplicados ao contexto brasileiro.


