Lula discursa hoje para os ricos em Davos
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domingo, 26 de janeiro de 2003
Das Agências 
São Paulo Depois de participar ontem do Fórum Mundial Social, em Porto Alegre, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegaria ontem a Paris com horário previsto para as 14h25 (de Brasília). Do solo francês, o petista partiria rumo a Zurique (Suíça). Em Davos, sede do Fórum Mundial Econômico, Lula deveria chegar por volta das 19 horas. Ainda ontem o presidente brasileiro receberia José Maria Figueres, diretor-gerente do Fórum, e o ex-primeiro ministro da Espanha Felipe Gonzáles e participaria de um jantar.
Lula vai discursar hoje na sessão plenária ''Diálogo com o Presidente do Brasil''. ''O presidente vai dizer em Davos que quer um mundo diferente, um mundo sem guerra'', afirmou Marco Aurélio Garcia, assessor especial de Lula para assuntos internacionais. A guerra do Iraque deverá ser o principal tema do encontro porque seus efeitos econômicos preocupam o público da reunião: grandes homens de negócio e representantes das principais potências.
A expectativa, ontem, no desembarque em Davos, era de que haveria muitos elogios ao presidente Lula e à sua equipe econômica, pelas suas primeiras semanas de governo, mas também poderiam constatar o elevado grau de desconfiança com as perspectivas da economia do país que ainda predomina entre analistas, investidores e empresários estrangeiros.
Há um consenso de que o novo governo foi capaz de iniciar um processo de recuperação de confiança junto aos mercados externos, mas ainda é muito cedo para afirmar que essa melhora de sentimento em relação ao Brasil será sustentada e aprofundada.
O vice-presidente do banco norte-americano Lehman Brothers, Thomas Russo, disse que o início do governo petista tem sido muito positivo. ''Os nomes escolhidos para a equipe econômica foram importantes na construção da credibilidade do novo governo'', disse Russo à Agência Estado. ''Mas ainda há sérios desafios a serem enfrentados pelo Brasil e acho que os mercados estão ainda adotando uma postura de esperar para ver.''
O presidente da Pfizer, Henry McKinnell, disse que ''ainda é muito cedo ''para se fazer uma avaliação do novo governo brasileiro. ''Se de fato a confiança aumentou, nós veríamos a economia começando a se recuperar, inicialmente com mais gasto dos consumidores, então haveria investimentos para expandir a capacidade industrial e aí sim o inicio de uma recuperação economica no Brasil'', disse Mckinnell. ''Não vi nenhuma evidência disto ainda, mas estamos esperançosos.''


