Lula deve agir onde houver divisão da base aliada
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Vera Rosa<BR>Agência Estado 
Brasília - Preocupado com as divergências que têm impedido a montagem de palanques unitários entre o PT e o PMDB, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai tomar as rédeas da negociação para enquadrar a seara petista e reduzir os impasses regionais até março. O comando dos dois partidos marcou nova reunião para quarta-feira, na tentativa de definir um acordo de cavalheiros que acerte as regras do jogo em Minas Gerais - o segundo maior colégio eleitoral do país, depois de São Paulo - e faça a revisão dos principais imbróglios estaduais.
Lula está convencido de que é preciso reproduzir a dobradinha entre o PT e o PMDB no maior número de Estados para impulsionar a candidatura presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Em conversas reservadas, ele tem dito que o PT manterá na disputa os governadores que podem concorrer à reeleição, mas deve ceder a cabeça da chapa, em nome da parceria com o PMDB, nos locais cobiçados pelo aliado federal.
''Não é compreensível para a sociedade essa história de dois palanques. Isso não existe'', afirmou Lula ao ''Grupo Estado''. ''O que vai acabar acontecendo é que Dilma não poderá ir a alguns Estados. Nem eu. Como eu posso ir na zona leste com um candidato e na zona sul com outro? Qual o discurso que eu faço? O que eu digo para o eleitor sobre qual o melhor? Não pode, fica muito desagradável.''


