Lula demonstra preocupação com crise política, diz Renan
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terça-feira, 26 de abril de 2016
Mariana Haubert, Débora Álvares e Leandro Colon<br>Folhapress 
Brasília - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), estar preocupado com o desdobramento do processo político em curso no país. Os dois se encontraram por cerca de uma hora e meia na tarde de ontem, na residência oficial do Senado. O peemedebista não contou detalhes do encontro e se limitou a dizer que Lula falou de sua experiência como presidente do país e defendeu valores democráticos. "Ele disse que acredita muito no Brasil, que o Brasil é maior do que as suas crises, e que ele quer colaborar com saídas".
Em resposta, Renan afirmou que reforçou o papel histórico do Senado e o seu esforço pessoal para ampliar a previsibilidade política e constitucional para que a Casa julgue a presidente Dilma Rousseff. "Ao fim e ao cabo [disse] que seria uma decisão política, claro, mas que seria uma decisão de mérito com relação a saber se a presidente cometeu ou não crime de responsabilidade", afirmou.
A conversa com o petista foi a primeira de uma série de reuniões que Renan faria ontem e hoje. O peemedebista ainda se encontraria com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto ontem. Hoje, ele irá ao Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência da República, para uma conversa com o vice-presidente Michel Temer. Segundo Renan, pela tarde ele receberá o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, em seu gabinete. "Eu vou continuar conversando com todos. Conversar não arranca pedaço. [...] Acho que o papel do presidente do Senado é exatamente esse. Conversar e trabalhar para construir convergências com todos os atores dessa crise política", disse.
Temer tem realizado uma série de reuniões com economistas e políticos que podem integrar o seu eventual governo, caso o Senado aprove o afastamento da presidente Dilma. Questionado sobre se considera que o vice está se apressando na definição do seu governo, Renan afirmou apenas que "não acha nada".


