Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu demitir o presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, e o diretor de Recursos Humanos, Pedro Magalhães. As exonerações serão publicadas hoje no ''Diário Oficial da União''. Custódio será substuído por David José de Mattos, um técnico de Brasília.
Com isso, Lula espera estancar a crise que há meses atinge a empresa, que registrou no ano passado o menor lucro desde o início do governo, o que levou o Planalto a determinar uma intervenção branca nos Correios.
As demissões constam das recomendações dos ministros Erenice Guerra (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Planejamento), responsáveis pelo raio-X na empresa, entregue nesta semana a Lula.
O nome do novo presidente foi definido pelo Palácio. O ministro José Artur Filardi (Comunicações), a quem os Correios é subordinado, foi apenas comunicado da decisão, assim como a cúpula do PMDB.
Surpresa
Custódio, que ocupava o cargo desde julho de 2006, disse que ficou surpreso com a demissão, que foi uma orientação do Palácio do Planalto. Horas antes de ser notificado, ele estava em um mesmo evento que o presidente, que não sinalizou sobre o assunto.
Para Custódio, a demissão pode fazer parte de um arranjo político no governo. Ele acredita que o motivo não foram os problemas operacionais, que causaram atrasos nas entregas de encomendas no início do ano, que, segundo ele, já foram resolvidos. Segundo ele, os Correios continuam com índices altos de satisfação dos consumidores e teve quatro anos de lucro operacional, o que é um fato relevante na história da empresa.
''Cumpri meu ciclo com as melhores intenções, fiz o meu melhor, não me arrependo de nada, nenhum minuto', avaliou.

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