Lula defende redução de subsídios dos EUA
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quinta-feira, 08 de março de 2007
Ana Paula Ribeiro<br>Folhapress 
Brasília - Poucas horas antes da chegada do presidente norte-americano, George W. Bush ao Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ontem a redução dos subsídios ''nefastos'' dados pelo governo dos Estados Unidos aos agricultores americanos.
O governo brasileiro defende que esse é um dos fatores necessários para o avanço da Rodada de Doha. Lula disse ainda que sem acordo na área comercial que possibilite o desenvolvimento dos países mais pobres, não será fácil combater a pobreza e o terrorismo. ''Se não houver acordo para possibilitar uma chance aos países pobres do planeta nós não iremos combater com muita facilidade nem a pobreza, nem a fome e muito menos o terrorismo'', disse.
Para a conclusão da Rodada de Doha, iniciada em 2001 e que deveria ser concluída em 2004, Lula pediu a flexibilização do acesso ao mercado agrícola europeu. Em troca, Brasil e os países do G-20 fariam um oferta melhor para o acesso aos produtos industrias e serviços.
''Está na hora de uma decisão política. Queremos que a União Européia flexibilize o acesso ao mercado agrícola dos países mais pobres. E nem falo do Brasil, que tem competitividade na área agrícola. O que nós queremos é que os Estados Unidos diminuam os subsídios, tão importante para os agricultores norte-americanos mas tão nefastos para o livre comércio'', disse.
A solicitação foi feita ao presidente da Alemanha, Horst Koehler, que está em visita oficial ao país e esteve ontem em Brasília. Lula prometeu conversar sobre o mesmo tema com o colega americano hoje. Para Koehler, a conclusão da Rodada de Doha é uma prioridade para o governo alemão. ''Há muita insegurança no globo. É preciso emitir um sinal e confiança e o comércio internacional é capaz de cooperar. Os que alimentam o terrorismo é realmente preciso nos contrapormos a isso com desenvolvimento comercial e combatermos a pobreza'', disse o presidente alemão.
Lula e Bush darão o aval para o trabalho conjunto de seus governos na consolidação de democracias frágeis, especialmente da África. A assinatura de um acerto bilateral, hoje, tenderá a ser encoberta pelo acordo de cooperação na área de biocombustíveis, pelas espinhosas discussões entre Lula e Bush sobre a expansão da revolução bolivariana de Hugo Chávez pela América Latina e pelos entraves para a conclusão das negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC). Mas responde a demandas das políticas externas tanto dos Estados Unidos como do Brasil e é avaliado como de extrema importância pelo Itamaraty. (Com Agência Estado)


