Lula defende programa para integração
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sábado, 28 de junho de 2003
Agência Estado 
El Carmen del Viboral - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou em discurso na abertura da 14 reunião de cúpula da Comunidade Andina de Nações (CAN), na noite de sexta-feira, que pretende estabelecer uma zona de livre comércio mais ambiciosa entre esse bloco e o Mercosul até o final de 2003. Mas igualmente acentuou que o acerto fechado nas últimas semanas entre Brasil e Estados Unidos, os co-presidentes da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), somente permitirá a conclusão das negociações se o governo americano efetivamente abrir seu mercado a produtos de interesse da região.
''Assinalo nosso compromisso de conformar, até o final de 2003, uma zona de livre comércio entre os países da Comunidade Andina e do Mercosul'', enfatizou o presidente, sem acrescentar as dificuldades implícitas nessa mesma negociação. Lula insinuou que o compromisso de concluir as negociações da Alca até 2005 pode ruir se ''os nossos amigos americanos não se mostrarem realmente dispostos a abrir seu mercado a produtos de interesse do Brasil e de seus sócios.''
Diante dos presidentes Gonzalo Sánchez de Lozada, da Bolívia, Álvaro Uribe, da Colômbia, e Lúcio Gutiérrez, do Equador, e do vice-presidente do Peru, Raúl Díez Cancero, Lula voltou a defender a tese de que seus compromissos para com a integração comercial e física sul-americana não são apenas ''um discurso retórico''. Ele lembrou que está marcada para a próxima semana uma reunião em Caracas, na Venezuela, para tratar dos projetos comuns de infra-estrutura. Também mencionou a realização de um seminário do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em agosto, no Rio de Janeiro, para tratar do financiamento desses mesmos projetos. Com seu aval, o BNDES comprometeu-se a financiar obras e exportações de três países da CAN - a Venezuela, o Peru e a Bolívia.


