Navegantes - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou ontem a defender as linhas da política econômica adotadas pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci, em discurso durante a inauguração das novas instalações do terminal de desembarque internacional do Aeroporto de Navegantes, no litoral norte do Estado de Catarina. No discurso, Lula disse que o crescimento econômico deste ano, ''que já está ganho'', foi possível graças a ''políticas coerentes que o governo colocou em prática''. Na avaliação do presidente, o País entrou agora numa ''rota de crescimento sustentável''. ''Nós todos do governo estamos convencidos que o País, com a necessidade de crescimento que tem, com a necessidade de emprego e de distribuição de renda, não pode se dar ao luxo de ficar tendo bolhas de crescimento. Crescendo em um ano e crescendo no ano seguinte'', defendeu.
O presidente falou para uma platéia pequena, de cerca de 50 pessoas, entre elas o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique (PMDB), o presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Carlos Wilson, políticos aliados.
Fora do aeroporto, trabalhadores de empresas de pesca protestavam, erguendo faixas e cartazes, contra a resolução do Ministério do Meio Ambiente que proibiu por cinco anos a pesca de várias espécies. Porém, os manifestantes não foram vistos pelas autoridades que deixaram Navegantes de avião.
O presidente propôs a criação de uma corrente entre os brasileiros, ''não de ufanismo, mas uma corrente de otimismo, positiva, de energia sadia'', capaz de demonstrar a confiança em recuperar os 20 anos nos quais, segundo ele, a economia do País não cresceu. E atribuiu a seu governo o mérito de tirar o Brasil de uma situação caótica, que entre outras coisas teria resultado no ''apagão'' de 2001 e na estagnação econômica que sucedia eventuais fases de ''bolhas econômicas''.
Em Porto Alegre, o projeto do governo de instalar um controle digital da presença dos alunos nas escolas brasileiras, anunciado pelo presidente, surpreendeu os 1,4 mil participantes do 4º Congresso Mundial da Internacional de Educação, mas foi bem recebido pelos educadores. ''É uma proposta revolucionária para monitorar a evasão, mas não resolve as causas'', comentou a presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Juçara Dutra Vieira.

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