São Paulo - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ontem a necessidade de uma política social unificada e desprovida de ''marcas pessoais''. Disse ainda que as verbas para a área são ''pulverizadas'' e nem sempre atendem às pessoas que mais precisam. A declaração sinaliza o interesse de Lula em corrigir os rumos do governo na área social, unificar os programas e apaziguar disputas entre ministros. ''Nós não temos que ter 500 políticas [sociais] diferenciadas. Não temos de criar a marca do prefeito, do secretário ou do vice-secretário. A marca é da sociedade. Se não, nós não atingiremos o nosso objetivo'', disse o presidente durante lançamento do programa Rede 10 -Luta Contra a Pobreza Urbana, do qual participam cerca de 200 cidades da União Européia e da América Latina e que discute alternativas para reduzir a miséria nos grandes centros.

A declaração de Lula sobre as ''marcas pessoais'' tem destino certo. Na área social, o governo é criticado pela falta de rumo e pelo excesso de pastas e de ministros. José Graziano (Segurança Alimentar), com o Fome Zero, é acusado de querer abraçar ações sociais de outras pastas, como o atendimento à família, que seria de Benedita da Silva (Promoção Social).

mockup