Lula defende nova fonte de receita para a saúde
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quarta-feira, 15 de julho de 2009
Christian Baines<br>Folhapress 
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que a única mágoa que teve em seu governo foi o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Para uma plateia de prefeitos, Lula defendeu a criação de uma nova fonte de receita para financiar a saúde pública.
Eu tenho uma mágoa e vou sair do governo com ela. É a queda da CPMF. A mesquinhez política derrubou a CPMF. Não vi nenhum empresário cortar o 0,38% e colocar (esse percentual de desconto) sobre os produtos, disse ele ontem na 12ªedição da Marcha dos Prefeitos.
Para substituir a CPMF, Lula afirmou que poderia ser criada uma nova fonte de receita para a saúde. Poderíamos montar uma lei só para a saúde. O presidente afirmou ainda que a oposição não pode reclamar que foi discriminada em seu governo. E cobrou a mesma atitude dos governadores. Nenhum prefeito pode reclamar de não ter sido bem tratado por ser de outro partido. O (Gilberto) Kassab (prefeito de são Paulo do DEM) é testemunha disso. Mas sabemos que tem governador que faz isso.
PAC
O governo anunciou ontem uma redução de 40% nas contrapartidas dos municípios e Estados para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), prometida como compensação à queda de arrecadação dos municípios.
Outra portaria libera R$ 1 bilhão aos municípios com até 50 mil habitantes para o programa Minha Casa, Minha Vida.
Os representantes dos prefeitos, por sua vez, pediram a regulamentação da emenda 29 -que determina os percentuais mínimos a serem investidos anualmente em saúde -, e discutiram a política fiscal do governo. A emenda 29 fixa o investimento de 10% pela União, 12% pelos Estados e 15% aos municípios.
Os prefeitos reclamam, porém, que os Estados não respeitam a determinação. O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, ex-prefeito de Mariana Pimentel (RS), e João Coser, presidente da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) - que representa as capitais estaduais -, disseram que iriam ao Congresso para pressionar os deputados a votarem a emenda.
Eles discutiram também a política fiscal do governo Lula. Ziulkoski afirmou que os municípios estão tendo dificuldade com a queda de arrecadação por conta da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
No entanto, segundo ele, as prefeituras continuam realizando os maiores investimentos no país. Quem está fazendo a política anticíclica são os municí-pios, afirmou.


