Embora tenha considerado as ações contra corrupção no governo federal "extremamente importantes para o exercício da democracia", o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que as investigações também deixem claro quem são os inocentes e se mostrou cauteloso em relação às devassas em instituições públicas.

"É extremamente importante. A única coisa que eu me queixava quando era presidente e me queixo hoje é que, se você tem dez acusados, oito culpados e dois inocentes, diga que tem dois inocentes e condene os oito culpados. Muitas vezes a devassa é feita antes de provar se as pessoas realmente cometeram todos os delitos", afirmou Lula depois de fazer uma palestra sobre cidadania e política, no Rio de Janeiro.

O ex-presidente disse que o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria Geral da União (CGU) "agem com seriedade". "As pessoas têm que botar na cabeça que a única chance de não serem investigadas no Brasil e no mundo é se não cometerem nenhum delito", concluiu Lula.

Na palestra, o presidente comentou a crise internacional e criticou os países ricos por não estimularem o consumo nem valorizarem as ações voltadas para a população mais pobre.

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