O presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse ontem que considera um ‘‘equívoco’’ a extinção da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), transformada, recentemente, em agência pelo governo. Lula disse que, para resolver os problemas de corrupção no órgão, o correto seria ‘‘acabar’’ com o presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA). ‘‘Acabar com a Sudam por causa do Jader Barbalho é um equívoco. Acabar com o Jader Barbalho é o correto’’, afirmou.
O líder petista fez a declaração no sul de Minas, durante encontro com comerciantes e agricultores em Alfenas, onde defendeu políticas de incentivo para o desenvolvimento da economia do País por meio de ajuda aos pequenos e médios agricultores e empresários. ‘‘Se não houver políticas de incentivo, não iremos chegar a nada’’, disse.
Lula também criticou a falta de planejamento e a descontinuidade de programas que, na sua opinião, foram importantes para a economia, como o do álcool. Ele disse que bastaria o governo estabelecer cotas de produção, tanto para usineiros como para montadoras de veículos, para que o programa tivesse continuidade.
O dirigente petista defendeu que o Brasil priorize, nas suas relações comerciais externas – especialmente na questão da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) os seus interesses. ‘‘Devemos abrir a economia de acordo com os nossos interesses e não de acordo com os interesses dos adversários’’, disse.
Lula disse que todos os países pensam primeiro neles e que o Brasil deveria fazer o mesmo. Como exemplo disso, citou a amizade entre o ex-presidente norte-americano Bill Clinton e o presidente brasileiro, Fernando Henrique Cardoso. ‘‘O relacionamento entre Clinton e FHC não resultou na diminuição de nenhuma tarifa para os produtos brasileiros. Os americanos, antes de qualquer coisa, pensam nos americanos’’, disse.
‘‘Resultou, sim, na implantação do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), com tecnologia americana em vez da francesa.’’ Lula encerra hoje a caravana que iniciou na última terça-feira pelos municípios do entorno do lago de Furnas Centrais Elétricas, no Sul de Minas.

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