Lula cumpre agenda no sul do Paraná no dia 5
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sexta-feira, 28 de agosto de 1998
Mari Tortato 
No sábado 5 de setembro, o candidato a presidente da coligação PT-PDT, Luiz Inácio Lula da Silva, passa algumas horas fazendo campanha em União da Vitória, Sul do Estado. A informação foi antecipada pelo coordenador da campanha de Lula no Paraná, vereador Jorge Samek, em visita à direção da Folha em Curitiba.
Conforme Samek, a agenda do dia 9 de Lula percorrendo vários municípios do Paraná ainda não está confirmada. O que está quase fechada é a vinda do candidato do PT para um debate na Associação Comercial do Paraná, mais para a reta final da campanha.
Em União da Vitória, Lula se juntará ao candidato ao governo do Paraná da coligação Mais Paraná, Roberto Requião (PMDB), mais o vice da chapa, Nelton Friedrich (PDT) e o candidato ao Senado do PT, Nedson Micheleti. União da Vitória é administrada pelo prefeito petista Pedro Ivo Ilkiv, e o principal programa de Lula inclui uma reunião com cooperativistas de laticínios da região. Dalí o candidato a presidente seguirá em campanha por Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Ao entregar um documento que reúne as diretrizes do programa de governo de Lula, Samek disse que apesar de o candidato do PT não liderar as pesquisas no Paraná - onde o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) conta com 50% das intenções de votos - a performance de Lula cresceu no Estado em relação ao desempenho de eleições passadas. Em 89, ele fez apenas 11% dos votos, em 94, 19% e já estamos na faixa de 22%. O PT, conforme Samek, é um partido cujo desempenho é melhor de chegada. Ele disse que o esforço de agora é para provocar um segundo turno para que o candidato do PT possa debater com mais intensidade sua proposta de desenvolvimento para o País.
Samek reforça a tese de Lula de que o governo FHC está incentivando a criação de empregos fora do Brasil. Há quatro anos, a Argentina produziu 40 milhões de toneladas de grãos e agora chega à marca dos 62 milhões de toneladas; o Brasil chegou a 80 milhões de toneladas há quatro anos, que hoje caiu para 78 milhões de toneladas. O governo intensifica a importação de alimentos de países asiáticos e da Argentina, a especulação financeira se acentua e quem sofre é o agricultor e o trabalhador das cidades, com o desemprego, aponta o coordenador.
Um parâmetro da defasagem da balança comercial entre Brasil e Argentina, conforme Samek, é a prova da má gerência econômica do País: Neste ano, o Brasil importou da Argentina US$ 2,6 bilhões em grãos e exportou apenas US$ 500 milhões. Estamos com uma defasagem de US$ 2,1 bilhões só na agricultura, comparou. O PT tem proposta para reverter esse desequilíbrio, basta que tenhamos espaço e tempo para apresentar, garante Samek.


