Lula critica programa de FHC para o combate ao desemprego
O candidato do PT à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, classificou como um saque ao bolso do trabalhador brasileiro o programa contra o desemprego anunciado ontem pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Em vez de o governo ter em mente que precisa investir na economia para gerar empregos, ele resolveu reduzir ainda mais o pouco que o trabalhador tem, disse o candidato petista.
Lula disse também que lamentava o fato de FHC não apresentar uma proposta convincente para a redução do desemprego e para o aumento da capacidade produtiva do País. A dois meses da eleição, o presidente está perdido. Ele deveria ter pensado no desemprego há três anos, disse.
Lula disse também que a proposta de dispensa temporária anunciada favorece os empresários e prejudica os trabalhadores. A troca de um emprego efetivo por um seguro no valor de um salário mínimo não vai resolver o problema do desemprego no Brasil.
Segundo Lula, para combater o desemprego, o governo deveria investir na agricultura, na construção civil, nas micro, pequenas e médias empresas, no crescimento da economia, na geração de emprego e na criação de renda. Lula passou o dia de ontem em Salvador (BA), onde lançou o Projeto do Primeiro Emprego, elaborado pelo deputado federal Domingos Leonelli (PSB).
O projeto prevê a redução de até 90% de alguns encargos sociais para quem assinar a carteira de jovens entre 18 e 25 anos pela primeira vez. As vantagens oferecidas cessariam no prazo máximo de um ano. O número de contratos estabelecidos nos termos do projeto não poderia ultrapassar 20% do quadro de pessoal da empresa.
LUla não quis comentar o fato de o PDT ter reproduzido um artigo sobre um suposto filho extraconjugal de Fernando Henrique em sua página na Internet. Comentar assunto pessoal não faz parte da minha lógica política. Já fui vítima disso. Eu não discuto essas coisas, disse Lula.
(Leia mais sobre o programa de FHC em Folha Economia)Arquivo FolhaNão vai resolverLula: Fernando Henrique deveria ter pensado nisso há três anosChristianne González
Agência Folha





