Porto Alegre - O pré-candidato do PT à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou o TSE por ter se pronunciado pela verticalização das coligações a apenas sete meses das eleições, quando poderia ter respondido a consulta, feita em agosto, ainda em 2001. ‘‘Não podemos aceitar a idéia de sempre mudar a regra a pouco tempo da eleição’’, disse.
O petista lembrou que, em 1994 o ‘‘jogo foi mudado’’ para evitar a exposição de imagens externas na televisão – naquele ano, Lula havia feito a Caravana da Cidadania – e em 1998 o espaço destinado à campanha política foi reduzido de uma hora para 45 minutos, conforme desejava Fernando Henrique Cardoso.
‘‘O endereço da decisão é evitar que lideranças regionais do PMDB façam algum acordo que não com o PSDB’’, disparou Lula. ‘‘Não acredito que dariam qualquer ajuda aos partidos de esquerda.’’, afirmou.
O líder petista disse que, para seu partido, o prejuízo é menor nas articulações de alianças nacionais do que nas regionais. ‘‘Em São Paulo costurávamos acordo com o PPS, PSB, PDT e setores do PMDB, e, no Rio Grande do Sul tínhamos aliança tradicional com o PSB’’, destacou.
Lula confirmou que não queria ver o PT gaúcho envolvido numa disputa prévia entre Olívio Dutra e Tarso Genro. Mas, diante da inevitabilidade do confronto, pediu que ‘‘a turma que perder trabalhe animada na campanha do vencedor’’.

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