Lula cresce 6 pontos percentuais no Paraná no segundo turno
Petista conseguiu virada em 19 municípios e passou de 31,20% para 37,42% dos votos válidos. Já Flávio Bolsonaro saiu de 59,91% para 62,58%
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domingo, 25 de outubro de 2026
Petista conseguiu virada em 19 municípios e passou de 31,20% para 37,42% dos votos válidos. Já Flávio Bolsonaro saiu de 59,91% para 62,58%

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para o seu quarto mandato, conseguiu aumentar sua base de eleitores no Paraná. No primeiro turno, o petista obteve 2.054.597 votos no Estado, 31,20% dos votos válidos. Já na decisão neste domingo (25), Lula alcançou 2.566.504 votos, o que representa 37,42% dos votos válidos.
Lula também conseguiu a virada em 19 municípios paranaenses, passando de 49 para 68 cidades em que obteve a maioria dos votos. Entre os municípios estão Querência do Norte (Noroeste), Ramilândia e São José das Palmeiras (Oeste) e Palmas (Sul).
Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul, que há quase um ano foi devastada por um tornado, deu a votação mais expressiva para Luiz Inácio Lula da Silva no Estado. Dos votos válidos, 64,22% foram para o petista. Pinhal de São Bento, no Sudoeste, (61,47%) e Jardim Olinda, Norte (61,39%), completam a lista de municípios mais petistas do Paraná.
As principais lideranças da esquerda do Paraná comemoraram a reeleição de Lula. Requião Filho (PDT) postou vídeo nas redes sociais em São Paulo. “Votamos no Paraná e viemos para cá comemorar a vitória do presidente Lula”, diz. O presidente do PT no Paraná, Arilson Chiorato, também postou vídeo com a frase: “É tetra”.
Flávio Bolsonaro (PL) também cresceu entre o eleitorado paranaense, mas o avanço foi menor percentualmente. Ele passou de 3.945.345 votos (59,91%) para 4.291.444 votos (62,58%). As maiores votações percentuais do candidato da direita se deram em municípios do Extremo-Oeste Paranaense. Quatro Pontes (86,00%), Nova Santa Rosa (84,55%) e Mercedes (84,34%).
O campo da direita venceu em todas as maiores cidades do Paraná. Em Curitiba, Flávio obteve 62% dos votos. Na capital paranaense, o segundo turno presidencial desenhou cenários opostos entre lideranças locais. De um lado, o prefeito Eduardo Pimentel declarou apoio a Flávio Bolsonaro afirmando que "não iria ficar em cima do muro" e que o país pede mudança para recuperar a confiança. O movimento seguiu o alinhamento de praticamente todo o grupo político do governador Ratinho Junior.
A principal dissidência no estado ficou por conta de Rafael Greca — candidato a vice-governador na chapa de Sandro Alex (PSD) apoiada por Ratinho Junior —, que rompeu com o bloco governista para declarar voto na reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
Em Maringá, Flávio Bolsonaro alcançou 67,02% dos votos válidos e Lula 35,79%. A família Barros adotou uma postura de pragmatismo institucional e expectativa com o resultado das urnas no segundo turno. Em entrevista à imprensa local, pela manhã, o prefeito Silvio Barros (PP) destacou que a administração municipal buscaria manter o alinhamento com o governo federal para garantir projetos e recursos, independentemente de quem fosse o vencedor.
Ele demonstrou preocupação com a polarização política e defendeu a união pelo desenvolvimento do país após o fim do pleito. Já o deputado Ricardo Barros (PP) votou no início da manhã. Ele demonstrava otimismo com o cenário eleitoral para uma vitória de Flávio Bolsonaro, apontando que os levantamentos indicavam vantagem da oposição.
Em Ponta Grossa, Flávio teve 63,96% dos votos válidos e Lula 36,04%. Em Cascavel, a diferença foi de 66% a 33% para Flávio. Guarapuava deu 56% para Flávio e 43% para Lula.


Celso Felizardo
Jornalista


