Lula coordena pessoalmente articulação com o PMDB
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quarta-feira, 04 de outubro de 2006
Christiane Samarco<br>Agência Estado 
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tomou a frente da articulação política com o PMDB para garantir o engajamento dos quatro governadores já eleitos pelo partido na campanha da reeleição e fechar parceria com cinco dos seis peemedebistas que irão disputar o segundo turno. Em conversa anteontem à tarde com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o candidato do PMDB ao governo da Paraíba, senador José Maranhão, Lula comprometeu-se a enquadrar o PT local e a trabalhar pessoalmente para eleger o aliado governador, de olho na governabilidade de seu eventual segundo mandato.
Além de garantir o voto dos petistas, que ameaçavam apoiar a reeleição do governador tucano Cássio Cunha Lima (PB), o presidente prometeu convocar os prefeitos aliados para ajudar Maranhão. Como a idéia do Planalto é costurar a base de apoio do futuro governo ao mesmo tempo em que amarra os compromissos eleitorais do segundo turno, o PMDB aproveitou a conversa para mostrar sua força política no Congresso e em todo o País. Lula revelou-se disposto a ampliar ao máximo a parceria com o PMDB nos Estados, inclusive com aqueles que apoiaram seu adversário Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro turno. Vai procurar até o governador eleito do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), que apoiou o adversário tucano Geraldo Alckmin no primeiro turno.
''Com (Roberto) Requião (que disputa a reeleição ao governo do Paraná) eu me entendo. Gosto muito do Requião'', disse Lula, apostando no entendimento com o PMDB paranaense. A exceção será o senador Garibaldi Alves (PMDB), candidato ao governo do Rio Grande do Norte. Lula avisou que, neste caso, ficará mesmo com a reeleição da governadora Vilma Maia (PSB-RN). Também avaliou-se na conversa que a neutralidade prometida pelo governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), que ficou fora do segundo turno no Estado, é ponto positivo para o Planalto.
Para selar os acordos do segundo turno, no entanto, Lula terá de administrar mágoas do PMDB com o PT Brasil afora. O velho aliado e senador José Sarney (PMDB), por exemplo, não se conforma do ex-governador do Acre Jorge Viana ter abandonado a campanha em seu estado para trabalhar pela eleição de sua adversária ao Senado no Amapá, Cristina Almeida.
Lula fez ontem um apelo para os governadores de partidos aliados eleitos no domingo para que o ajudem neste segundo turno. Lula reuniu no Palácio da Alvorada sete governadores e um vice, todos das regiões Norte e Nordeste.


