Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convidou ontem oficialmente o ex-ministro da Integração Nacional Pedro Brito para assumir a Secretaria Nacional de Portos. Lula comunicou a sua decisão de criar a secretaria ao ministro Alfredo Nascimento (Transportes), que comandava o setor de portos.
Lula não definiu ainda a data em que a secretaria será criada. Mas o governo deve editar uma MP (medida provisória) para efetivar o órgão.
O presidente se reuniu ontem com Brito, Nascimento e com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) para convidar oficialmente o ex-ministro a ser titular da pasta - que terá status de ministério.
Lula decidiu criar a secretaria para garantir o espaço do PSB no governo depois da reforma ministerial. O partido perdeu o Ministério da Integração Nacional para o PMDB, mas foi compensado com a secretaria. A administração dos portos era da competência do Ministério dos Transportes.
Contrário à desvinculação dos portos do ministério, o PR (Partido Republicano) chegou a especular que Lula teria desistido da secretaria e orientado o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR), a elaborar um estudo de melhoramento dos portos brasileiros.
O presidente também oficializou a escolha de João Paulo Capobianco para substituir Cláudio Roberto Bertoldo Langone no cargo de secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente. A nomeação de Capobianco, apoiado por organizações não-governamentais que atuam no setor ambiental, e a exoneração de Langone foram publicadas na edição de hoje do ''Diário Oficial da União''.
A queda de Langone começou a se delinear no dia 19, quando o presidente Lula reclamou de um parecer em que a área técnica do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) era contra a construção das duas usinas hidrelétricas do rio Madeira. Lula disse, na ocasião, que as obras estavam sendo impedidas por causa de ''um bagre''.
No dia seguinte, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou a saída de Langone e do presidente do Ibama, Marcus Barros. Outras mudanças devem ser anunciadas ontem, na reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), em Brasília.

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