Brasília - Em reunião ontem com ministros e aliados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condicionou o aumento de recursos para a saúde - definidos pela emenda 29 - a uma nova fonte de financiamento. A reportagem apurou que, se não houver essa definição, Lula deve vetar a medida. O aumento de recursos para a área entrou na pauta da reunião do Conselho Político do governo depois que o Senado aprovou, há duas semanas, um projeto de lei complementar que dá ao setor R$ 5,5 bilhões adicionais ainda neste ano e R$ 23 bilhões até 2010 -a emenda 29. O texto ainda tem que ser aprovado na Câmara.
A solução para o financiamento, segundo aliados que estiveram na reunião de manhã no Palácio do Planalto, deverá ser a criação de um novo tributo ou a elevação da alíquota de impostos que já existem. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defendeu aumentar a taxação de cigarros e bebidas. Deputados sugeriram, e o ministro ficou de estudar, aumentar impostos cobrados de loterias e destinar a fatia adicional à saúde. A elevação do preço do cigarro já é rechaçada por integrantes da Receita, que afirmam que ela poderá aumentar o contrabando do produto.

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