Lula compara medidas duras a vacina
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terça-feira, 30 de dezembro de 2003
Agência Folha 
Brasília O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu último programa de rádio de 2003, comparou ontem as ''medidas duras'' tomadas pelo governo neste ano a uma vacina, e o povo brasileiro a crianças que ''choram na hora de botar a gotinha na boca''. Mas prometeu um país melhor para todos a partir de quinta-feira, quando se inicia o novo ano.
Lula declarou que a situação ''delicada'' do país no início do ano forçou o governo a adotar medidas impopulares, porém necessárias. ''Nenhuma criança gosta de tomar vacina, todas elas choram'', mas mesmo assim há vacinação, ''porque a mãe sabe que está garantindo o futuro do seu filho'', disse. Para ele, seu governo fez o mesmo pelo Brasil: ''O que nós fizemos foi uma espécie de vacina para garantir um futuro melhor para o povo brasileiro''.
Depois de um ano de estagnação econômica e desemprego, o presidente disse à população que ''vá deitar no dia 31 sabendo que a partir do dia 1º de janeiro o Brasil vai ser melhor''.
Segundo Lula, o primeiro ano de governo foi sofrido, mas a experiência adquirida valeu o esforço. ''Estou mas muito mais otimista do que em qualquer outro momento de minha vida.''
''Vamos fazer com que a economia volte a crescer, vamos gerar os empregos necessários e vamos fazer política de distribuição de renda, afinal de contas foi para isso que o povo me elegeu.'' O presidente só interrompeu as declarações otimistas para um toque nostálgico: o programa tocou um trecho da música ''Massa Falida'', de Duduca e Dalvan, usada na campanha de Lula a deputado federal em 1986.


