Lula começa campanha e tenta unir PT
Lula começa campanha e tenta unir PT
Candidato irá pedir ao MST que evite violência nas manifestações contra o governo
Agência Estado(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)Lula: Temos de decidir se deixamos FHC ganhar ou lutamos para vencerSuperados os problemas internos, pelo menos na teoria, a direção nacional do PT tentará agora consolidar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência. Internamente, a cúpula petista quer deixar as brigas entre as tendências para depois das eleições. Do ponto de vista externo, os dirigentes pretendem montar uma agenda capaz de driblar as limitações impostas por uma disputa curta e conversar com militantes e com a direção do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) para evitar manifestações tumultuadas e acertar o programa de governo com os demais partidos da frente PDT, PSB e PC do B.
Ontem, no encerramento do encontro nacional, os petistas ratificaram a chapa Lula-Leonel Brizola (PDT). Depois de dois dias de tensão, o presidente de honra do PT fez um discurso otimista e tentou convencer os petistas a deixar de lado as divergências e partir para a campanha. Teremos de decidir se, nos próximos quatro meses, deixamos Fernando Henrique Cardoso ganhar ou lutamos para vencer, sintetizou, em meio a gritos. Lula atacou o presidente e, aos poucos, foi silenciando a claque da esquerda petista. Vamos repetir a luta do encanador contra o sociólogo, e mostrar que o País precisa de um encanador, ilustrou.
Na terça-feira, líderes dos partidos da frente vão conversar, em São Paulo, sobre as finanças da campanha e a propaganda de TV e rádio. Os debates sobre o programa de governo serão acelerados e a expectativa é de que o projeto fique pronto até a Copa do Mundo. Daqui para frente, Lula e os demais integrantes da frente pretendem participar de manifestações contra o governo, mas querem evitar tumultos como o ocorrido na semana passada, em Brasília. Na quarta-feira, Lula vai a Petrolina (PE) para um encontro de sindicalistas e do MST em solidariedade às vítimas da seca.
No sábado, o encontro nacional do PT rejeitou o recurso dos aliados do radical Vladimir Palmeira - lançado pela convenção fluminense para o governo do Rio á- e manteve o apoio ao candidato do PDT, Anthony Garotinho. A coligação no Rio era uma imposição de Brizola para apoiar o PT na disputa pela Presidência. Vladimir ameaça entrar na Justiça, para garantir sua candidatura, mas pode ficar isolado. A decisão será tomada em reunião plenária na quinta-feira, mas os principais líderes das correntes do campo de esquerda não concordam com a tese e querem que Vladimir aceite a decisão do encontro. Temos que acatá-la, mas houve uma fratura, motivada pela ação dos principais dirigentes do partido, avaliou o deputado Ivan Valente, da esquerda. Valter Pomar e Joaquim Soriano, outros líderes radicais, vão à plenária do Rio tentar convencer Vladimir a não levar o caso ao Judiciário.
Os moderados também dão sinais de que querem uma trégua. Na quarta-feira, véspera da reunião, líderes dos dois campos do PT fluminense encontram-se para buscar um entendimento. No discurso de ontem, Lula já fez um mea culpa.(AE)





