Lula começa campanha à presidência pelo Paraná
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quarta-feira, 03 de abril de 2002
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Pela quarta vez consecutiva, o presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, começa a percorrer o País em busca de votos para sua campanha à presidência. Após o crescimento de seu partido no Paraná, Lula decidiu escolher Ponta Grossa para iniciar sua campanha.
O presidenciável espera reverter o quadro das eleições passadas, quando teve no Estado uma de suas piores votações. Nosso crescimento no Paraná foi o mais relevante. Saltamos de 15% dos votos para cerca de 30% nas principais cidades do Estado. Por isso decidi começar a campanha aqui, explicou Lula. A cidade é o reduto eleitoral do deputado federal Padre Roque Zimmermann, que venceu as prévias do PT para disputar o governo do Estado.
Como em outras eleições, Lula aparece em primeiro lugar nas pesquisas, com 30% das intenções de voto. Segundo ele, as derrotas nas últimas eleições serviram como um aprendizado. Estamos mais preparados para esta eleição do que qualquer outro partido. Quem perde, aprende mais, e nós aprendemos a buscar o erro em nós mesmos, afirmou.
Lula garantiu que não abrirá mão das críticas ao governo federal, mas pretende pautar sua campanha na apresentação de propostas. A estratégia é uma tentativa de afastar do eleitorado a idéia de que ele não teria experiência administrativa para governar o País. Ninguém, com certeza absoluta, discutiu mais o País e tem mais projetos que o PT. Nossas prefeituras e governos recebem 50% dos prêmios de organismos internacionais pelos nossos programas de governo, disse.
Lula não quis indicar quem poderia ser o vice de sua chapa. Para ele, enquanto a questão da verticalização das alianças não estiver plenamente decidida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Congresso, muitas surpresas irão ocorrer ainda no cenário eleitoral. Apesar da regra do TSE ter vindo muito em cima da hora, era a mais coerente, porque fortalecia o partido. Mas precisamos esperar a emenda da Câmara que quer estadualizar as siglas, o que acho grave, para sabermos o que vai acontecer. Estamos abertos a coligações com PMDB, PDT, PPS, PSB, enfim, quem quiser mudar os rumos do Brasil, declarou.


